"Era uma noite sob o açoite.
Açoite da meia-noite dando partida ao aloite.
Aloite de um mistério enfim.
Quem era quem naquela histeria sem fim?
Por fim, um pequeno canto só para mim.
Protegendo a retaguarda de qualquer coisa ruim.
Mas à frente, eu estava à merce.
Quando me dei conta, lá estava você.
De blusa rosa, olhando para mim.
De guarda baixa, chegou mansa sob o barulho de um tamborim.
Sua pele morena reluzia a todo instante.
Um sorriso simples e ao mesmo tempo intrigante.
De corpos colados, deixamos acontecer.
Pedi seus olhos, os olhos negros de um anoitecer.
E você não entendeu quando disse que iria lhe escrever.
Riu depois e pagou para ver.
Está aqui, o texto para você.
Está aqui, por fazer valer."
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