terça-feira, 18 de março de 2014

A Batalha de Rio das Ostras.

"Tão logo me encontrei, fui chamado na linha.
Não esperaram nem eu chegar do encontro com a minha mina.
A expectativa era a melhor das melhores.
Afinal, seriam os mesmos loucos da Batalha de Ipanemópolis.
Demorou um pouco para cair na estrada.
E quando chegamos, era quase madrugada.
Devidamente abastecido, bebíamos sem parar.
Mas sabíamos que precisávamos de um lugar pra descansar.
Uma, duas, três horas.
Quando olhei pro lado, a mineira, é agora.
Sentei, sorriu e se soltou, se postou falar.
E nos elogiou como uns namorados exemplares.
Obrigado, muito obrigado, foi o máximo que pudemos fazer.
Já era quase 6 horas e a pouco do dia nascer.
Uma briga entre amigos, nós presenciamos.
Celular descarregado, o corpo cansado e nós logo apagamos.
O Sol bate na cara, são 8 da manhã.
Abro a porta, pego meu livro e leio no divã.
Capítulo por capítulo, eu encontro o que eu queria olhar.
"O infinito é para sempre àqueles ousam sonhar."
Dali em diante, água, café e praia com os loucão.
Foram só duas horinhas mas queimado que nem camarão.
Partimos bloco? Ok, se liga, vamos embora.
Mas antes um almoço para forrar a barriga agora.
Quando pensamos em sair, já era tarde.
Estávamos dormindo, num sombra, embaixo de uma árvore.
Já era 6 da tarde quando voltamos para o banho.
O tempo fechou, a briga estourou e nos fundos da casa nos lavamos.
Era mais uma noite pra procurar onde dormir.
Então um amigo nosso surgiu do nada, por ali.
Fechamos amizade e a bebida rolou solta.
O cara cheio de mulher, todas elas dando sopa.
Aí então meu irmão, a bela decisão.
Não fazer nada, ficar quieto em respeito ao coração.
Dormi bem, como a muito não dormia.
E quando acordamos era quase meio-dia.
Acordamos de verdade e paramos pra pensar.
Que essa Batalha de Rio das Ostras deu muita história pra contar.
Pode apostar."

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