quinta-feira, 24 de abril de 2014

Voltando a voar.

"Certa vez, ela me perguntou quem me faria parar.
Disse-lhe que cairia do céu, com asas, aquela que decidiria o cessar.
Sorrimos.
De tanto um olhar para o outro, brandimos.
Não espadas, lanças ou coisas assim.
Apenas palavras, atitudes e bocas de quem estava afim.
Passaram-se então, tempos que tiramos para pensar.
Não demorou muito até nos reencontrar.
Dissemos coisas, um para o outro, sem pestanejar.
Verdades, sem mentiras, que a sobriedade fula me fez exclamar.
Sorrimos mais uma vez.
A verdade quando é para ser dita não conjuga com a insensatez.
Então brindamos sob risadas enfim.
Sem destinos ou mesmo debaixo dos olhos de um querubim.
E para completar, apenas reiterar.
Obrigado menina, menina de asas, por me trazer de volta a voar."

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