domingo, 15 de janeiro de 2012

Fim do Primeiro Ato.

"Como tudo e qualquer todo, um início sempre se faz presente.
Não condena o meio, nem justifica o fim de um denodo recorrente.
Da humanidade à natureza, certos pontos nascem a ponto de unificar.
Fogo, água, lava que do ato de resfriar, um diamante surgirá para lapidar.
Nas histórias, fatos, contos, risos e sorrisos todos num mesmo lugar.
Formam inícios que contém as verdades que sempre iremos contar.
Neste, uma amálgama sem fim.
Quando vi, já estava preso nesta parábola de marfim.
Ao lê-la, havia uma pessoa a mim confiada.
Sem nem antes vê-la, sem nem antes tocá-la.
Após goles e goles, prosei ao vivo sem nem saber.
Lá estava, fazendo textos antes mesmo do amanhecer.
Tempos idos se foram levando consigo uma dúvida.
Seria real a história da madrugada de outrora?
Em tempo de descanso, sou acordado com um alarme sonoro.
Um inesperado vento sopra a possibilidade do encontro.
Já era de noite e eu nem pude perceber.
Que estava sozinho na mesa, esperando ao menos ver.
Durante este entretanto, não consegui me segurar.
Escrevi rapidinho, tentando fantasiar.
Ao avista-la ao longe eu pude enfim notar.
Toda sua beleza, todo seu encanto sob um doce e sereno luar.
Entre papos e bebidas, eu cismava em desdenhar de tu.
Eram brincadeiras de que morava tão longe quanto Paraguaçu.
A noite caindo e eu gostando do que vejo.
Mas nada se torna perfeito diante de um grande lampejo.
As coisas se reviram quando perto do fim.
Sem ao menos esperar, não percebo mas pairava perto do estopim.
Silêncios, contratempos e em mais nada estava afim.
Perdurava no ar os dizeres afirmando que loiras quase nunca dizem sim.
Sendo assim, termina-se esta parábola contada como uma peça teatro.
Não sei em quantos são, sei apenas que este foi o fim do primeiro ato."

Nenhum comentário:

Postar um comentário