"Nós homens, marcamo-nos regradamente.
Dividimos a vida em passos ou tempos.
Hora, minuto ou segundo.
E certamente neste, hei de falar destas 52 semanas que se passaram.
Um início em que teimava correr da fantasia.
Admirava um anjo se portar em primazia.
Dia a dia os laços aumentando.
Eram visitas, era praia, festa e tudo me encantando.
Um lado escolhi e momentaneamente, o incorreto.
Daquilo que qual me dediquei, tornei buscar na beira do precipício.
O óbvio era mais do que previsto e o precipício foi apenas o princípio.
Não muito distante, apenas ao lado, tempos depois a chamada pela loucura me tomava de assalto.
Entre maluquices e doideras, histórias que são marcadas no alto.
No alto do bar, da noite, da madrugada.
Passos que fizeram-me doido de vez.
E de loucuras e doideras, num ônibus o destino me pegou.
Eis que um temeroso chocolate se apresentou.
Sem rimas nem mandingas, era mais que clarividente que em mim, se afincou.
O tempo passa e a noite me mostra seu outro lado.
Era o trabalho, que no ardil da escuridão, tirava-me do caminho e do compasso.
Pouco a pouco recobrei-me solitariamente.
Entre falsos verdes e rosas ainda me sentia atordoado.
Nada escrito, nada de texto, nada guardado.
Algumas conversas, alguns dias, alguns fatos, casos e acasos.
Promoção, torção, escorregão e o fim pegando-me de supetão.
Entre idas e vindas, a vida me deixou uma lição.
Nada é tão alto que não se possa cair.
Nada é tão baixo que não se possa levantar.
A linha tênue entre um e outro deve ser sempre o início de um caminhar."
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