"Sempre achei que éramos loucos.
Afinal, a loucura nada mais é do que a normalidade exposta do ser humano.
Uns demonstram demais, outros de menos.
Talvez com isso, os supostos se atraem.
Porque ando, não com loucos, mas com insanos.
Um, possui o gene de família.
É o mais antigo.
Por oras o mais centrado.
Em outroras o mais insano.
Já o outro é o mais novo.
Possui um detalhe que faz com que o vejam de qualquer lugar.
Ainda não mede direito a consequêcia das coisas.
Sua insanidade beira a indecência.
Aos digníssimos, não existe tempo ruim.
Uma saída numa terça chuvosa, .
Responsabilidade pesando alto nessa hora a mim.
Chegar tarde e acordar dia seguinte antes de o Sol nascer é coisa de louco.
Pior que isso.
É imaginar que ao final de uma noite sem estragos algo pudesse abalar as estruturas.
Estruturas não da amizade por sinal, mas de estruturas sólidas.
Concreto mesmo.
Um, dois... onze estrondos.
Gritos, correria, uma algazarra só.
Pressões e pressões.
Mal ou bem, os três saíram-se bem.
Demonstrando que a nova formação parecia perdurar.
Uma nova noite, apenas dois, durante uns oito e no final os três.
Atitudes reprováveis de uns e atitudes dignas de aplausos de outros.
Mais do que solidez, era a certeza do sorriso no rosto de cada um.
Depois não mais uma simples festa.
Um casamento.
O trio novamente reunido.
As risadas de sempre.
As bebedeiras de outrora.
Os passinhos de quase nunca.
Algumas palavras sobre os 'ternuras' me vêm a cabeça.
Não era como uma mesa ou cadeira que se um pé quebra ou lixa, põe um encalço ou pé novo.
Era algo como insubstituível.
A eles um título.
Título digno a três pessoas que cresceram juntas e que devem não se separar tão cedo.
Os três mosqueteiros.
E que 'Um por todos e todos por um' seja mais que um lema e ultrapasse pelos inimigos sem danos.
Já que vocês mais do que loucos são insanos, meus amigos insanos."
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