quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dos mortos, os vivos.

"Inicialmente, havia sido marcado um encontro entre amigos.
Danças, brincadeiras, bebidas e coisas que guardo comigo.
Durante a algazarra, eu vi alguém chorar.
Uma antiga estrela tão linda que mesmo em lágrimas conseguia brilhar.
Querendo ajudar, falei, falei e falei muito.
Não conseguia parar mas tirar o foco era o intuito.
E então, avistei o renascimento do seu sorriso.
Era de uma força, uma beleza que até então eu não tinha visto.
Tudo se encaminha para o fim.
Contei a uma menina que eu estava afim.
Ouvi que poderíamos conversar.
Eu não conseguia crer, não conseguia acreditar.
A estrela dormiu e foi o que eu decidi fazer.
Ela acordou, sorriu e sentou-se perto e de onde eu pudesse ver.
Magoada, ela imaginava estar um trapo.
Eu feliz que para todo aquele esplendor, em tese bastaria um papo.
Na noite anterior, um enterro foi marcado.
Dos ossos, dos mortos e para todos os exilados.
Mais um dia e estávamos cobertos por uma noite de Céu está limpo e claro.
A vi de longe, a vi de perto, tentei balbuciar algo mas logo paro.
O enterro continua e mais estrelas resolvem aparecer.
Mas nada me tirava da cabeça que a estrela do dia era você.
Até que eu resolvo futucar algumas coisas, certas mensagens.
Tinha uma sua, logo de cara, fazendo minha cabeça delirar em viagens.
Noite caindo e a estrela então se deu por sair.
Da falta, inebrio-me de coragem por vê-la voltando e a sorrir.
Da coragem, um passo foi dado.
Um abraço, um pedido e enfim o Céu estrelado.
Dominado por esse brilho, essa estrela me conduz ao passado.
Passado em que a salvei do medo, tornando-o seu 'namorado'.
História essa que na brincadeira tornou-se inesquecível de algum jeito.
Passaram-se anos até que as estrelas se unissem peito a peito.
E o que pareceu distante, num instante tudo mudou.
Que de um enterro dos mortos, algo vivo se mostrou.
Sendo assim, com a estrela dos olhos verdes cor de mel eu me deixei levar.
Levou-me no sorriso, num toque, no olhar.
E com isso tudo, como eu poderia não gostar?"

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