sábado, 2 de julho de 2011

Cem.

"Seria apenas um.
Mas achei melhor escrever outro.
Este outro não foi suficiente.
Da insuficiência nasceram mais.
Quando me dei conta estava no nonagésimo nono.
Ao passo do cento, decidi reimaginar a vida.
Reflexão sobre passos, casos e acasos.
Momentos, fatos vividos, acontecidos e sonhados.
Em todos eles e em cada frase.
Para cada texto um significado guardado.
Para cada pessoa escrita, um instante rememorado.
É verídico quando afirmo que cada um guarda seu momento.
E que cada conto carrega seu peso.
Narrei histórias.
Abri meus olhos.
Ceguei-os de paixão.
Brindei amigos.
Vivi amores.
Amei todos eles.
Cada qual do seu jeito.
Isso em noventa e nove.
Fatalmente reviverei todos esses momentos de novo.
Não sou profeta.
Nem muito menos o dono da verdade.
É a vida.
Vida que me leva sem jeito.
Sem?
Perdão, vida que me leva de 'cem' jeitos."

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