domingo, 12 de junho de 2011

Nasce o Para Sempre.

"Houve um tempo.
Tempo que pelas mãos dos bardos, foi contada uma história.
História entre duas pessoas.
Dois jovens.
Ela, princesa dos mares e oceanos.
Ele, príncipe dos céus e estrelas.
Ambos viviam em seus territórios sem ao menos imaginar adentrar ao do outro.
Mas o destino de ambos já estavam traçados.
Pelos Deuses, pequenas apresentações.
Por eles, algumas trocas de palavras.
Para o destino, um convite.
Pequeno e pouco porém enorme e suficiente.
Os mesmos aceitaram o convite um do outro sem ao menos conhecer o que tinha por vir.
Passou-se o tempo até que ambos se deram conta de quem era o outro.
De um ínício, uma visita.
O príncipe desceu dos céus para o reino daquela princesa.
Na porta dos mares, partes de cada selava o início do eterno.
Anéis do céu e do mar, de um para o outro e vice-versa.
Naquela época, marcou-se o céu mais limpo e bonito.
Naquela época, avistou-se o mar mais calmo e belo.
O destino então lança mais uma de suas cartas.
Sinaliza com um encontro furado aos olhos de muitos.
Para um encontro marcado aos olhos de poucos.
À sós.
O príncipe treme.
A princesa sorri.
Ele, à ela, concedeu uma marca de seus nomes.
Ela, à ele, lhe deu um novo selo.
Selo que de dois, tornaram-nos um por pequenos segundos.
Os Céus sorriam.
Os Mares bailavam.
O destino decide então testá-los.
No teste, os céus se enevoaram e os mares se revoltaram.
Chuva para todos os lados.
Ressaca dos mares nunca antes vistas.
Mas nada seria suficientemente capaz de quebrar o elo entre eles.
Da união de ambos nascia o maior sentimento mútuo que já tinha sido visto em todos os tempos.
Sentimento este que os humanos chamam de amor.
E tempo era a questão pela qual tudo não havia se resolvido.
Ele se recolheu na Lua, sua famosa casa e procurou respostas.
Ao amanhecer, de lá, avistou uma estrela.
Uma última estrela que tocava o horizonte.
Em homenagem a princesa amada, elegeu-a com o seu nome.
A famosa última estrela.
Tempo foi dado.
Durante, sonhou com diversas formas.
Fantasiou as mais variadas coisas.
E visionou frases.
Numa, ao lado da princesa, a mesma lhe diz:
"Céu e Mar nunca se separam."
Ele acorda mas ela ainda está longe.
O príncipe decide ir novamente ao encontro de sua princesa.
Às pressas.
E de novo, o destino se intromete e a visita acontece não no dia marcado mas no outro.
O príncipe chega ao recinto onde ela passa seu tempo.
Ele, mais calmo, não tremia mas sorria.
Procurava nos olhos dela o mesmo brilho de outrora.
Ela, um pouco mais tensa, sorria e cativava.
Ele avista uma imagem.
Sua Lua e algo mais.
Uma estrela.
A última estrela que ele encaminhou o seu olhar na noite de resposta.
Ele tenta manter a calma, mas seu coração já desabava por dentro.
Deixou uma carta.
O terceiro selo.
O selo da esperança.
Uma tentativa frustrada de evitar que os Céus e Mares voltem a ser incontroláveis.
Ele tenta de todas as formas se manter um pouco rígido com toda a situação.
Ele apenas se engana.
De longe, soube do choro de sua princesa ao ler a carta.
De longe, ouviu mais uma vez que a mesma não havia esquecido-o.
De contatos em contatos, soube frases ditas pela princesa a seus súditos.
Soube também que havia perguntado as estrelas sobre suas dúvidas e de seu amor.
E delas, um recado.
"O amor, quando verdadeiro, não acaba e este permanece a fim de se concretizar."
Os Mares se entristecem e os Céus choram incessantemente.
E ele então, decide encontrá-la mais uma vez.
O destino se põe a seu lado.
E consegue algo que ele jamais sonhou.
Um momento único.
Eles, inteiramente a sós.
Onde tudo começou.
Na porta dos mares.
Lá se encontraram.
Lá eles sentaram.
Lá se abraçaram.
E o príncipe tomou a palavra.
"Minha princesa, mais do que um pedido dos Deuses, o destino nos leva um ao outro. Mesmo ele nos testou e hoje nos adjudica."
Ela consente.
Ele continua.
"Amor sempre existiu, mesmo antes de nos conhecer. Nascemos um para o outro. Ao passo de nos avistarmos, apenas se iniciou a concretização do que o destino havia traçado para nós."
Ela o abraça com força.
Ele volta.
"Eu te amei ontem, eu te amo hoje e eternamente te amarei. Mesmo este meu Céu não é grande o bastante para demonstrar todo meu amor."
E ele enfim termina.
"Quero você comigo, junto. Quero estar do seu lado seja em hora boa ou ruim. Quero ser seu alicerce. Quero apenas o seu sim."
Ela sorri e lhe diz.
"Mesmo diante de casos e acasos, Céu e Mar nunca se separam..." - ela aponta para o horizonte - "nosso amor vai daqui ao infinito."
Das palavras, atos.
Dos atos, um selo.
O quarto selo.
Deste selo, um beijo.
Do beijo, a marca da eternidade.
Dizem os antigos que quando príncipe e princesa se beijaram, Céu e Mar se tocaram no horizonte, criando o infinito.
E dali nasceu o que chamam hoje em dia de 'Para sempre'."

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