"Um sonho.
Eu acreditei que era.
Talvez tenha sido sim, um sonho.
Porém certas atitudes tornaram o límpido céu azul num enevoado céu escuro tomado por gigantes nuvens negras.
Tempos atrás, prometi a mim mesmo não me apaixonar.
Nesta mesma época, jurei congelar o coração pelo tempo que fosse necessário.
O passado havia deixado marcas.
Pura ilusão.
Sorrisos, olhares, todos eles me cativaram.
Palavras, vozes, um anel, tudo reacendeu o que deveria estar dormindo.
Já envolto de uma magia que havia me conquistado, o passado ainda prendia o coração por imensas correntes.
Certa vez, reolhando o céu escuro ao luar, o mesmo foi pego pensando no passado.
Das três estrelas já marcadas no meu céu, marquei uma outra no clarear do dia.
Com ela surgiu com uma chave.
As correntes já não prendiam mais o que deveria estar enclausurado.
Passaram-se dias e noites.
Tardes e madrugadas.
O pobre coração estava solto e a mercê.
E um sonho, o fazia acreditar mais e mais.
Sonho esse que carregava consigo uma vertente ainda não conhecida.
Imerso na fantasia de um sonho, o coração bailava com o condão dos oceanos.
Com o coração cego e apaixonado, a cabeça capta indícios de interferência na transmissão dos sinais.
Ao se questionar, não se obteve resposta.
O sonho assim, continua o devaneio.
Um baile e o coração fica louco de tê-lo abdicado.
Chora, lamenta e consegue ao menos entregar um pedaço de si e ganhar outro.
Em tese, ao coração, o perdão.
Para a cabeça, a realidade, outra sensação.
Inerente a tudo, ela novamente percebe novos indícios de queda.
Flashs do passado passam a revoar o presente.
Mesmo com tudo isso, após uma pressão, as cartas são postas em jogo.
Entretanto, o mar ousou em continuar a sonhar.
Mesmo quando ele, já não dava conta dos seus próprios peixes.
O coração, já sem enxergar, vivia inebriado pela opção de sonhar.
Sonho este que talvez já não fosse mais o mesmo.
Pequenas palavras eram suficientes para o persuadir.
A cabeça já não tinha mais o controle.
Uma nova situação se desenhou e o coração imaginava no mar raso, trazer o sonho à realidade.
E sob a batuta de um céu estrelado, ordenou versos e estrofes como iniciação.
Ledo engano.
Pego de supetão, foi soçobrado de forma violenta.
Dois atos foram o suficiente para quebrar toda sua estrutura.
O passado enfim, remonta ao presente.
O coração antes embriagado de felicidade, agora lutava pela sua sobrevivência.
Fraco e sem forças, era chegada a hora da cabeça entrar em ação.
Passavam-se as horas.
Um novo contato, novas afirmações, algumas esfarrapadas, opções 'mais fáceis', imaturidade e idade.
E do mar, um último suspiro.
A noite vem e debaixo da Lua, um breve convite amigo.
Decido embriagar a cabeça com o intuito de reanimar o coração.
Ao raiar do dia, restavam apenas a sua estrela e a minha Lua.
Mais um dia e com ele algumas lágrimas.
O coração antes feliz, apenas se amargurava de tudo.
As correntes haviam voltado e o trancafiado de maneira avassaladora.
As mesmas que antes apenas o prendiam, desta vez estavam munidas de espinhos.
Antes, só o prendiam.
Desta vez, o fizeram sangrar.
A noite cai e com ela, a reza.
A cabeça sabia que no antro do guerreiro, onde reina apenas a verdade absoluta, seria impossível controlar o coração novamente.
Ele é então, liberto para seu momento.
Dor.
Muita dor.
O coração não aguenta e grita.
Em forma de lágrimas, muitas lágrimas, era possível ouvir os seus lamentos.
Silêncio.
Uma sensação de impotência, desgosto.
Havia sido blindado a não crer.
Da insistência o fez acreditar.
E quando enfim decidiu se libertar, ousaram-no matar.
As correntes novamente o prendem.
Ele adormece.
Mais uma vez, ao raiar do dia, eis que urge aquela estrela.
A última estrela, com seu nome.
O sono vem.
E com ele, não o sonho mas o pesadelo.
Dia depois, vi os céus chorando depois de muito tempo.
A noite, mais palavras e lágrimas.
Um pedido a pensar, imediatamente recusado mas posteriormente outorgado.
São lembranças que não me saem da cabeça.
Sonhos não apagam pequenos fatos mas pequenos fatos podem sim apagar esses sonhos.
Sonhos este que você criou e arrojou-se a destruí-lo comigo dentro.
Atitudes trazem consigo consequências pensadas e impensadas.
Estas mesmas atitudes a tornaram indignas de alguém que um dia, se atreveu a sonhar.
Elas chegaram perto do limite tanto do impensável quanto do imperdoável.
Talvez o sonho ainda esteja vivo.
Mesmo ele vivendo entre as últimas estrelas do céu.
Mas com o coração perfurado e batendo com dificuldade, fica difícil acreditar.
Não ainda.
Não agora."
Quando quebra-se o coração dar-se lugar a razão que, por ser mais forte, acaba por reestruturas aquele tornando-o mais resistente e sábio.
ResponderExcluirNão tenha medo de arriscar, pois quando mais arriscamos mais forte nos tornamos.
Lembre-se, em nossa galáxia há bilhões de estrela, talvez seja hora de sonhos mais profundos.
Um sábio uma vez disse: "Figurinha repetida não completa álbum!" e um outro disse "Sai dessa abre uma Skol!" kkkkkk
ResponderExcluirnossa, que lindo Jota, palavras lindas!
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