"A vida vai...
Vai do abrir os olhos à manhã até o fechar da noite.
Caminha brevemente numa brisa que de tempos em tempos parece teimar em aparecer como um tornado.
Anda por sobre hipóteses e fatos.
Fatos imaginados em minha mente e hipóteses reais em meus olhos.
Rumo sobre as incertezas do meu eu, daquilo que não tenho o poder necessário para que eu possa dizer que posso nem para dizer que é meu.
Assim sem poder e sem nada ter, tenho a mim tudo o que é meu.
Pernoitando entre casos e acasos, as loucuras me acometem.
Clareio a escuridão.
Escureço dias claros.
Passo por sobre espinhos sem nada sentir.
Sinto cortes pelo corpo sem ao menos prosseguir.
Perdôo coisas imperdoáveis.
Vago feliz por dentre os meus medos.
Sonho singelos pesadelos.
Acordo com a sensação de estar dormindo.
Só então percebo que estava feliz e sorrindo.
Vendo que o todo foi tudo perante o nada que eu vi.
E assim, a vida vai..."
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