domingo, 13 de fevereiro de 2011

Aquela velha história.

"Eu era pequeno e você mais ainda.
Lembro sempre quando eu ia na minha vó ou na minha dinda.
Você era cheio de marra quando andava com a minha irmã.
Mas ali via um sorriso que me faria andar daqui até Quissamã.
Nessas andanças pela vida alguns capítulos se passaram.
Eis que você surge uns anos depois e eu vendo que os tempos mudaram.
Um top amarelo e uma saia jeans.
Vendo um filme de terror e fazendo-me pensar nos enfins.
Fim esse que me fazia pensar até onde chegaria aquela menina.
Menina dos sorrisos largos, dos olhos grandes e da perna fina.
Nem mesmo os confins do universo eram capazes de pará-lo.
O tempo corre como se as largas passadas de um cavalo.
Até que numa linda noite surge você num curto vestido preto.
E eu lá, de terno e gravata ao som de um suave soneto.
A noite corre e junto, os fatos a acontecer.
Um sim daqui outro acolá esperando apenas o descer.
As escadas longas tornam-se parte do objetivo.
À sós, beijos colados e apertos que exprimiam um ou outro adjetivo.
Da noite em si, uma marca você deixou.
E assim o tempo passa, deixando exposto tudo o que ficou.
Entre brigas e intrigas, caminhamos sem perceber.
Que temos uma história, eu e você.
A poucos dias, você veio até mim.
Era inacreditavel a noticia de estava aqui por fim.
D'uma promessa, na surpresa eu enfim pude perceber.
Aquele gosto antigo que provinha de você.
Assim, os dias de hoje me trazem aquilo que considero uma vitória.
O renascimento daquela nossa famosa e velha história."

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