quarta-feira, 2 de março de 2011

J.

"Toda história que se preze começa com um 'Era uma vez...'
Esta, não será diferente.
Era uma vez um sonho.
Um sonho que peço que não termine.
Sonho que se inicia assim:
Tempos atrás, um sorriso.
Outros tempos, uma voz.
Um pouco mais a frente, os olhos.
Para a pouco, um sentimento.
Devaneado nessas entrelinhas, peguei-me na negrura de um pesadelo.
Sono negro que teimava em corroer um coração divagado.
Todavia, nem mesmo o mais negro dos pesadelos seria suficiente para importunar este mais branco dos sonhos.
Sonho lindo, e que fazia de tudo possível.
Cortava os céus escuros reluzindo brilhos de galáxias distantes.
Fazia mesmo a mais apagada estrela, brilhar como uma Lua.
Lua essa que você me fez voltar a olhar outro dia.
Mas a mesma estava incompleta e faltava um porém.
Era um pedacinho de escuridão voltando para um certo desdém.
Entretanto, nosso caso não se trata de um olhar.
Não ainda.
Como um remédio, bastou cerrar os olhos.
A escuridão iminente se torna luz ao ouvir a sua voz.
Tanto quanto a sua voz, algumas palavras.
Sonhando, imaginando não terminar, uma senóide foi necessária para o sentimento afirmar.
Eu gostava, gosto e estou gostando.
E para o medo que antes me tomava, dane-se ele.
Sentimento gostoso de sentir.
Inebriei-me desse sentimento.
Envolto da magia, era como se enfim pudesse sentir o coração bater novamente.
Iluminado, olho para os céus e sempre os vejo azul.
Caminhando pelas sombras, nem mesmo a distância é páreo para a sua luz.
Que percorre trajetos e por trejeitos, são o suficiente para me acalmar.
Hoje, ao pensar em você, sinto o coração batendo rápido.
Tenho medo que dê tudo errado.
E seria iníquo da minha parte negar isso.
Hoje, há muitas palavras que eu gostaria de exagerar.
Apenas algumas vão traduzir o que eu pretendo dizer.
J, eu quero você.
E que o sonho não termine."

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