domingo, 13 de fevereiro de 2011

A tênue linha.

"Tudo acontece naquele pequeno instante.
Quando a pequena fração da menor parte do tempo conjuga-se eterna.
Onde o nada torna-se o tudo.
Mas, eis que surge uns poréns.
O todo de um tudo não surge do nada.
E a eternidade é apenas um acaso da efemeridade.
Jurei nunca mais escrever.
Prometi a mim não mais me envolver.
Porém, eis que surgem uns todavias.
Da reclusão, momentos de imersão.
Planando sob os céus, o azul não era reflexo da calmaria.
Eram seus olhos espelhando o que não se pode prender.
Até que uma promessa se quebra.
Ate que as juras se esvaem pelo ralo do tempo.
Sob a concessão dos fins, talvez uma nova realidade ousasse urgir.
Todavia, eis que surgem uns entretantos.
Toda realidade talvez não passe de sonho.
Que a igualdade nos fatos, cause diferença nas consequências.
E para se dispor numa encruzilhada eis que você 'some'.
Na disposição das estrelas, era como se elas sumissem atrás dos morros.
Como se a Lua fosse sempre nova e se escondesse na sombra da Terra.
Faltava algo.
Faltava um azul.
Entretanto, eis que surge o enfim.
Em todo esse tempo, saudade você me causou.
E ainda que no nada, talvez haja um mínimo de tudo.
Sendo assim, um dia tomar um sorvete à moda minha.
Estremecendo os céus que ousam se intrometer nesta nossa tênue linha."

Nenhum comentário:

Postar um comentário