domingo, 23 de janeiro de 2011

Palavra.

"A que ponto vamos chegar?
Tristes são aqueles que ousam usá-las de modo errado.
Elas não foram criadas para serem jogadas ao vento.
Erroneamente, hoje são simplesmente pronunciadas de modo sujo e asqueroso.
Esquecem que elas são flechas.
Flechas que perfuram e fincam.
E em madeiras fincadas, sempre se deixa uma marca.
Marca sua, marca minha.
Não se pode negar uma palavra lançada.
Pior do que negar, é a tentativa de ludibriar a mesma.
Palavras hoje não acompanham nossas verdades.
Palavras são queimadas pela mísera idéia de liberdade.
Liberdade não, mas libertinagem.
Libertinagem essa que não será julgada desde que previamente não comprometa uma palavra lançada.
Cresci acreditando em quem devia acreditar.
Os tempos passaram e eu deixei que as palavras fossem lançadas no ar.
Mas acreditar que as outras palavras teriam os mesmos valores que as minhas, era muito no sonhar.
Apenas lembre-se disso quando um dia reolhar.
Que as palavras são nossas atitudes.
E elas, o nosso reflexo hoje e do que vamos ser.
Caso não tenhamos uma, o que seremos quando crescer?
Todavia já somos grandes e seria preciso muito mais do que um simples abracadabra.
Nem magias nem feitiços serão capazes de nos fazer entender algo digno como uma palavra."

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