domingo, 23 de janeiro de 2011

365 - Parte 2

Todo guerreiro que se preza tem seus momentos de reflexão.
No reflexo são avaliadas as questões a serem analisadas.
Atitudes, fatos, momentos, consequências e afins.
De tudo um pouco, geram-se poucas conclusões do todo.
De fato, todo e qualquer ocorrido nos propõe bons e maus momentos.
De todo lado negativo, há um positivo.
E provavelmente vice-versa.
Há apenas, de se pesar na balança suas reais intenções e importâncias.
Enfim, passou-se muito tempo.
Precisou-se de muito para refletir.
E já dizia a mim, uma estrela um tempo atrás, pensar é um problema.
Mas não agora, não desta vez.
Um ano.
Como todo inicio de história, tudo ocorre da maneira que imaginamos e/ou tentamos planejar.
Sorrisos escrachados, corpos suados, beijos molhados.
Enfim, muito fogo a se queimar.
Que por sinal queimou.
E pode se dizer que o mesmo acendeu até uma fogueira.
Tudo permanecia do mesmo jeito de antes.
Uma menina, duas meninas, algumas meninas.
Um sonho, um pesadelo, várias histórias.
Talvez, todos pesadelos.
Ou todos sonhos.
Hoje, apenas histórias.
Caminhando vagamente, o tempo foi indo vagarosamente.
Sendo vigiado pelos céus, era chegada a hora de acordar.
A vida initerrupta que levava precisava de um tempo.
Para a cura da cegueira, foi necessário uma marca.
Marca que não sairá.
Marca que nem quero que saia.
Ali está selado um grande aprendizado.
Correndo um pouco, alguns meses a frente e uma nova história.
História essa que despertou vulcões adormecidos.
Fez rachar o mais duro diamante.
Um início que propagou outro começo.
Uma largada que preparava a caminhada de outra.
Entre tempos e contratempos, um mês inteiro esvaiu-se necessariamente.
Entre lutas e curas, o campo continuava minado.
Era necessário se manter longe e ao mesmo tempo perto.
Se tornou evidente a felicidade mas obrigatoriamente transparecer o sereno.
Até que, numa manhã de Sol intenso, o que mais reluzia eram minhas lágrimas de felicidade.
O explodir do vulcão não havia sido em vão.
Para engrandecer a história, até Aquiles se tornou personagem.
Disso, nasceu uma história que ainda não terminou.
E nem tão cedo vai terminar.
Paralelo a isso, a história principal caminhava ao seu fim.
Entretanto, como numa história de 100 livros, o escritor prepara as melhores partes para o final de cada um.
Paralelamente, dois capítulos se fizeram aparecer.
Primeiramente, envolto em uma épica batalha.
Nela registrou-se uma virada prazerosa.
Algo que num simples cara e coroa, a vitória só seria conseguida com a moeda caindo em pé.
E para isso, era necessário acordar um outro lado até então esquecido.
Que desde tempos idos, jamais ousou voltar.
Para tanto, se tornou necessário almejar a luta, se entregar sem devaneios e por fim, acreditar na espada.
Mesmo com a sorte lançada, os céus premiaram aquele que ousou reagir.
E a luta, antes tida com perdida, se tornou aquela em que valeu a pena acordar.
Alheio a isso, o passado teme novamente em retornar.
Recorrendo à profecia antiga das três estrelas, eis que as mesmas surgem.
Ou ressurgem.
Ainda é muita ficção para uma realidade.
De fato, me ocorrem o nascimento de novas três.
Entretanto, isso já é outro papo para outra conversa.
E o ano se foi.
Mais um ano que virá.
Quando for preciso, alguns vulcões deverão despertar.
E assim, mais histórias pra contar.
Que venha-os.

Nenhum comentário:

Postar um comentário