"6 meses se passaram desde o fim do pesadelo.
Contei os dias e as horas afim de quebrar o gelo.
Tempos atrás, soube de notícias irreparáveis.
Eram palavras suas, amargas e até certo ponto inacreditáveis.
Tomado pelo ódio, prometi atitudes imediatas.
Era o fel borbulhando como nas veias de um andábata.
Me sentindo pronto, por um instante pensei que fosse a vez de uma resposta.
Mas fui convencido naquele momento, de que aquela não era a hora.
Falaria coisas sem sentido, deixaria muita coisa transparecer.
O que eu sentia, o que eu via, tudo o que me remetia a você.
Por muito tempo, eu tentei acreditar em você.
Por muito tempo, meus amigos me alertaram sobre o que eu não queria ver.
Tentei de tudo, sem ser um cara rude.
Quis te dar todo o meu mundo, mas você o fez de bola de gude.
Com esses olhos, você ousou mentir pra mim.
Nem quero imaginar o que a fez ficar assim.
No meu esquecido ódio ainda reina uma leve pitada de vingança.
Essa missão teria seu nome, em homenagem a minha bonança.
Fique tranquila que meus textos não são todos pra você.
Faço hoje a quem merece, e que por algum motivo levou-me a escrever.
Relaxe, não pretendo e nem quero adentrar na sua vida ou relacionamento.
Quero você apenas fora da minha e dos meus próximos momentos.
Talvez este texto seja pouco por tudo o que planejei como proposta.
De fato apenas posso dizer que essa é, a minha breve resposta."
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