"Estava muito tempo sem escrever.
Devido a falta de atos, não havia o que fazer.
Porém enfim, numa bela noite, eu conheci você.
Como sabem, vejo verdades nos olhares de cada um.
Entendo muita coisa num olho por olho, um por um.
Lá estava você, sentada e adormecida no sofá.
De pernas cruzadas, de bolsa nos ombros talvez esperando alguém lhe encontrar.
Foi inevitável e impensado eu olhar para você.
Nesses seus olhos, com esse seu jeito, fiquei extasiado de te ver.
Caminhei com a mais pura objeção.
Seria meu dia? Seria minha noite? Ou apenas ilusão?
Nas primeiras palavras, um leve tormento.
Eram seus olhos me hipnotizando a todo momento.
Olhos que de falsos, guardavam uma magnitude verdadeira.
Esses castanhos azuis na minha cabeça a noite inteira.
Palavras, palavras, dizendo tanto quanto seu olhar.
Eu gostava de estar ali, queria estar ali, era o meu bem-estar.
Num ato externo, obtive o presente de sentar ao seu lado.
Era o primeiro prêmio após um esforço batalhado.
Depois de um pequeno contra-tempo, eu pude te pedir enfim.
"Por favor, olha pra mim?"
Olhares numa mesma vibração.
Atitudes que firmam a emoção.
Palavras e acontecimentos enfim selam um fato.
De pedidos em pedidos, então me coube um contato.
Juntos e uníssonos separamo-nos a fim de encontrar nossos amigos.
De encontros e desencontros, o caminho estava perdido.
A noite passa e eu me perco naquela noite.
À tua procura. Cade sua presença? Estava pronto para mais um aloite.
Então reencontro-te quando me reencontra.
Eu chego a você, e percebo que algo tinha algo de contra.
Como mesmo lhe disse, um sorriso não belo quanto o de antes.
Um amarelado diferente, um olhar cabisbaixo que queimavam minha mente.
E novamente, eu lhe perdi na multidão.
Restando apenas as dores da solidão.
No caminho até em casa, olhava ao telefone, um contato com você.
Há uma possibilidade, talvez remota de voltar a se ver.
Nessas andanças pela mente, eu pude perceber.
Que esses olhos 'azuis', eu ainda quero compreender.
Triste foi o modo como as coisas ficaram assim.
Eu ainda quero te pedir mais uma vez, "Olha pra mim?" "
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