"Passo a passo, lentamente caminhamos naquilo que chamamos de vida.
Tentamos criar histórias, viver fantasias de uma forma polida.
Nessas histórias, cada uma tem a sua ilusão.
Seja de uma forma ou de outra, personagens de um temporão.
Uma por uma, as histórias podem ser chamadas de tudo.
Livros, passagens, momentos felizes ou não, se tornam imagens de um cinema mudo.
Capítulos subdividem certos pedaços da nossa vivência.
Cada qual com seus heróis e monstros relutando suas aparências.
Heróis que com suas atitudes e palavras criam peças de um jogo de tabuleiro.
Monstros que com suas palavras e atitudes modificam certas peças para a captação do mensageiro.
Mensageiros somos nós que caminhamos as nossas histórias.
Mensageiro da minha sou eu, o herói monstro de uma luta inglória.
Lutas essas que vão se acumulando de uma forma impressionante.
Histórias essas que não terminam, culminando num presságio emocionante.
Ultimamente, as coisas vem acontecendo de forma desordenada.
Tento manter a ordem e a calma numa história descoordenada.
Seja em atitudes ou palavras, heróis e monstros criaram toda uma explosão.
O mensageiro, o herói monstro encontra-se em ebulição.
Recrio passagens antigas com o intuito de reaprender coisas perdidas.
É o mal necessário, cutucar minhas antigas feridas.
Com o presente bastante recorrente, o presságio, antes um ser imerso águas baixas, parece emergir.
De tempos em tempos, isso é necessário para a vida prosseguir.
Pressentir o futuro, é entender o presente sem mexer no passado.
Pra cada emersão, uma nova história caminha a meu lado.
Há tempos, pressinto algumas mudanças.
Há tempos, necessito dessas mudanças.
Talvez com os mesmos heróis e monstros que ajudarão nesse meu rumo.
Talvez em novas histórias, novos capítulos ou talvez um simples resumo.
Hoje, eu vejo que histórias não obrigatoriamente serão felizes ou tristes mas certas de ter um denodo.
Quando o tudo vira nada, recria-se o nada a fim de um todo."
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