domingo, 7 de novembro de 2010

Loucamente são.

"Bendita seja a maldita hora que olhei nos seus olhos.
Em viés de solidão, você clareou o negrume da minha visão.
E assim, viajei nesse azul caramelado.
Do beijo doce salgado.
Embelezado por um preto dourado.
Inerte permaneço até hoje.
Tento, tento e esqueço porém acabo por lembrar.
Passam-se dias e noites e me tomo de loucura ao pensar.
Porque essa fascinação toda?
Porque esse delírio meu?
De fato, muitos fatos.
Um sorriso envolvente, um olhar eloquente.
Um conjunto de ilusões reais o suficiente para abalar qualquer mente.
Talvez, pego de relance me deixei levar.
Mas muitas coincidências levam-me à pensar.
Uma profecia vista há muitos, carrega uma maldição abençoada.
Das três estrelas, sendo uma delas, será a hora da revoada.
Quiçá esse antigo pressentimento, seja mais do que verdadeiro.
Tudo muito fantasioso para uma realidade tendenciosa.
Você me ignora, me bloqueia e eu juro entender.
Mas não entendo porque eu não consigo compreender.
Chega a ser cômico e banal.
Tanta correria para um caminhar exponencial.
Sei que já não há muito o que fazer.
Tomado pela loucura, minha mente sã indica apenas um dizer.
Você tem muitos motivos e eu apenas o gostar.
E se pudesse te pedir mais uma vez, te pediria o teu falso olhar."

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