quinta-feira, 16 de abril de 2015
A reunião não tradicional.
Expectativa maior, impossível.
Ante os destinos iluminados, nossa primeira noite de lazer se fez crível.
Seríamos nós dois e elas.
Um anjo e suas angelicats, pintadas em aquarela.
Um início sóbrio, se assim posso dizer.
Vieram as primeiras latas e os primeiros baldes; para quê?
Quando os acordes começaram a tocar, já estávamos todos lado a lado.
Sim, eu sei, é som de favelado e quando toca, não tem como, ninguém fica parado.
Outros baldes e nós, ao buscá-los, a promessa de um homem descomedido.
Ao som do nosso sonho, o dito foi pedido.
O sim, o beijo e a emoção.
Era o destino adjudicando o nosso coração.
Voltamos com os baldes; voltamos a curtir.
E ao seu lado, eu não estou nem aí.
Rebolamos e quicamos mesmo, sem deixar a peteca ruir.
Dançamos muito até a avermelhada cortina cair.
Então, por instantes, nos deixamos levar.
Ao som da batida, nos envolvemos até melaninar.
Pois quero te namorar, de frente pro Mar.
Debaixo de um céu de estrelas até o Sol raiar.
Ao fim dos cariocas, tudo o que estava sóbrio ficou engraçadamente embriagado.
A menina loira e a minha irmã tirando altos snaps ao nosso lado.
O anjo dançava loucamente sob a pele jambo.
Quando olho para o outro lado, uma das angelicats tinha, pasmém, virado o Rambo.
Então, uma união que nada e nem ninguém destrói.
Pois a magia estava no ar enquanto éramos todos parte de uma galera de cowboy.
O samba chegou e não deu mais para segurar.
Mudamos mesas e cadeiras, todas de lugar.
Ao som do Revelação, andamos sobre a água, sem brincadeira.
Bailamos os corpos como sambistas, um mestre-sala e uma porta-bandeira.
Perto do fim, os copos foram trocados.
Sem querer, roubei um outro do menino orelhudo ao nosso lado.
A vodka foi derramada sobre ele então.
O corpo não estava entregue mas a mente, longe do são.
Lá fora, para o pai da angelicat, eu ousei pedir.
"Tome conta delas!" e, ao fundo, eu o vi sorrir.
E então, a Tradição marcou um dia, uma reunião nada tradicional.
Fizemos de tudo um pouco, da forma simples à descomunal.
A você, meu amor, o eterno prazer de estar ao seu lado.
Estando contigo, você comigo, eu te amo tanto e falta só me ensinar o quadrado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário