quinta-feira, 12 de março de 2015

Uma terça incomum.

Abro os olhos pela manhã e sorrio.
De risoto escrachado, palpo meu celular.
O que custa recordar?
Tudo por um instante vespertino.
Fui de um lado ao outro, à seu mercê.
Com um anjo e com você.
Memórias correm, tanto quanto a gente.
Logo ali, um outro anjo.
Então, todos juntos por um salgado gigante.
Não obstante, havia algo a comemorar.
Não saberia o que, até o dia acabar.
Entre goles e doses, risadas.
Felicidades exacerbadas.
Fotos tiradas.
Mensagens enviadas.
Histórias contadas e o novo, ao contrário.
O anjo bom envolto em malandragem.
O anjo doido, pasmem, todo zen.
Sob todos os olhos, eu e você, meu bem.
Entre poréns, desdéns e vinténs, um último brinde.
Nas palavras dos anjos, amém.
Entre mim e você, ninguém.
Para selar o que vem, um papel.
Da Halls de maçã, um anel.
Tremo ao lembrar da despedida.
E relembrar daquela mordida.
Acalme-se e torno a sorrir.
Onde permaneço desde então.
Seria um simples encontro mas fui pego de supetão.
Obrigado anjos, é de coração.
Por agraciar nosso amor, nossa união.

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