quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Um sequestro.
"O Mar tocou, singelamente, meus pés.
Meu sangue gritou sob meus ouvidos.
Meus olhos cercearam minha boca; minhas mãos; meus sentidos.
Parado, pereci.
Piratas!
O anjo trovador tratou-me como calhorda.
Instigou-me ao erro de outrora.
Sorri, amarelo.
Não havia o que fazer.
Eu tinha sido sequestrado.
Já à noite, sacolejei os ombros.
Caminhei dentre as negruras do chão enlameado.
De olhos semi-vendados, fui apresentado ao divã.
De roupa preta, olhos negros e chapéu, capitã!
Ela, líder, soçobrou-me ao menor toque.
Ungiu meus lábios.
Forçou seu corpo contra o meu.
Chorou a dor.
Eu estava sequestrado.
Pelo sentimento.
Pelo anseio.
Pelo perfume.
Pelo amor.
Levou-me até o longínquo destino.
Assado, ofereceram a mim seu uísque.
Embriaguei-me sob seu copo.
Cheguei, então, em desalinho.
Escorria pelos meus lábios a boa ventura.
Que loucura!
Bradou-me a gritar minhas últimas palavras.
Pressionado a pular, não hesitei.
"Roube meus beijos.
Saqueie meus desejos.
Furte meu coração.
Felicidade tem um significado, meu bem.
Mas estar contigo é tudo isso e muito além."
Debaixo da pressão do anjo, pulei.
De encontro ao Mar."
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