sábado, 7 de fevereiro de 2015
Sonho.
Você dormiu. Está sonhando. Talvez esteja sonhando comigo. Talvez estejamos a dois. Estamos a dos. Há cinco a dois. Um sonho. Você está deitada. Nua. De bruços. Você me instiga. Seu corpo é um convite. E humildade que se preze, começa por baixo. Vagueio pelas suas canelas finas e por quem, secretamente, sou apaixonado. Rumo a discrepância. A diferença entre paixão e deslumbre. Suas grandes coxas são um alento ao meu coração palpitante. Tenras e ingenuamente sedutoras, convidam-me a admirar o seu horizonte. Suas curvas preenchem meu campo visual e semeiam o que apeteço. Suavemente, nossos corpos se tocam. Sinto a leveza e doçura do seu corpo. A caminhada continua. Um pouco acima, seus longos cabelos negros tomam, quase que por inteiro, a escadaria das suas costas. Uma a uma, conto todas elas. Dedilho-as como se engatinhasse. Noto seu sorriso mais acima. "Calma, eu vou chegar aí". Já estou nos seus ombros. Meus lábios correm ao seu pescoço. Minhas mãos, diga-se, já estão entrelaçadas entre seus cabelos. Seu rosto então, se vira para mim. Aqueles mesmos olhos negros, secretos e poderosos; o mesmo sorriso brilhante e esfuziante; e a voz aguda arrepiando até o ínfimo cabelo da minha nuca. Seus lábios puros, sem adereços, tornam a me atrair. Afasto suas pernas mais abaixo. Os corpos se juntam. Acima, os lábios se tocam. Somos incitados, excitados. O tempo passa. Ainda colado, balbucio palavras ao seu ouvido. "Eu quero fazer amor com você. Eu quero fazer sexo com você. Eu quero viver com você. Pois, todos estes, nascem do mesmo sentimento que rodeia ambos nós dois." O lúdico foge a mente. O sono se esvai. Mas dele, as palavras não ditas são marcadas e talhadas, diariamente, no mural do destino. Simples palavras que são tão fortes quanto um tornado ou um maremoto. Não, não precisamos desta exibição. "Eu te amo.". É o que escrevemos há cinco. E o que sonhamos a dois.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário