terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Existência única.

Nada.
Então se fez tudo.
Ou quase tudo.
Do mundo, um vazio.


Sem habitantes, um vasto sombrio.
Dá água, a primeira esperança.
Pelo ar, a sua bonança.
O mundo se fez vivo.
E continua hoje, lindo.
Mas faltava, uma partícula porém.
Havia um enseio, não é desdém.
Os Mares clamavam muito além!
E entre seus despejos, fez um muito bem.
De pele branca possível de ser queimar.
Dos cabelos e olhos negros como o fundo do Mar.
Caminhou por dentre os asfaltos da vida.
Sem saber que o dia, seria ao fim do dia.
Ninguém sabia.
Nem eu sabia.
O Céu se pôs sob sua rotina aferida.
Pelo acaso, no ocaso percebi você, minha querida.
Do sorriso risonho.
Do poder de um sonho.
De levantar mundos.
De anseios profundos.
Bastou.
E fincou.
Pelo que deixou.
E dali, descobertas que julgaram minha própria consciência.
Onde busquei no infinito à sua própria exponência.
Indo além das condolências.
A certeza de que eu te amo pela sua única existência.

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