"Okay, okay, venha, vamos viajar!
O mundo é dos loucos e para os loucos que não deixam de sonhar.
Na loucura que se perpetua vem a verdade nua e crua.
Alguém com poderes ocultos enlouquece-nos com magia que nos compactua.
Em três dias, ele ousou me enlouquecer.
O pior de tudo é que só a gente consegue ver.
Num primeiro momento, a fantasia se fez nos mostrando do que ele é capaz.
Tinha eu, você, seu anjo, seus beijos, a reza e muito mais.
No dia seguinte, faziam dois anos daquele primeiro olhar.
Então você me acorda com seu professor cantando 'Naquele lugar..."
Para ele, ainda não bastava.
O senhor do tempo, com uma carta em sua manga ele brincava.
Então, o dia depois guardava um ano do primeiro beijo.
Pensei em festas, fogos, músicas mas não teve jeito.
Da sua ausência, a falta de anuência.
Da congruência, a explosão da inocência.
Na noite escura, aviei óculos na escuridão.
Diante de um pequeno pote, a curiosidade matou o cidadão.
O saber implicava na troca feita milênios atrás.
O poderoso anel do Céu que me deu diante do lar onde você jaz.
Bastou um simples toque para uma luz aparecer.
Era o celular, uma mensagem sua, com pouca coisa até, mas era você.
Diante de tanta sandice, o senhor do tempo apenas sorri.
"Uni-vos para que semeai o verdadeiro amor que tanto cri."
Ao fim dos fatos, os loucos apenas riem.
Riem da certeza de que o que nasce para sempre, jamais possui um fim."
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