terça-feira, 19 de junho de 2012

A história pela música outra vez.

Era uma imagem que não saia do meu pensamento.
Foi só um selinho mas eu passei 1 ano a pensar.
Se fosse possível, dava um jeito de voltar no tempo.
Mesmo não sendo, tudo o que nos move é sagrado.
Mesmo depois de muito, mas muito tempo ainda pensava em estar do seu lado.
Tudo remetia aqueles arcos de promessa de prata pintada pra durar.
Então rumei ao mais alto monte para perguntar o que seria.
Uma estrela então caiu do céu e num pedido eu pensei.
Dias depois, o destino que se cumpriu.
E assim pensava mais e mais em você.
De todas as formas e de todos jeitos.
Sempre soube que não seria possível rejeitar um pensamento assim.
Mais do que lembranças, era um perfume na memória do prazer.
Todo este envolvimento me levava de volta a crer no impossível.
E de onde estava, já não dava pra voltar.
Onde estivesse o nosso amor, onde você fosse, eu iria também.
Joguei-me sem temer, e me vi no seu olhar.
Em instantes, nele, eu vi o abismo.
Ou seria o mar?
Não, não era eu quem estava a voar, é o amor que me fazia isso.
Este amor que me caminha como um passo de fé no abismo do seu olhar.
Entre azul e verde, a um arco-íris eu pedi.
E fui presenteado com o infinito que a gente se dá.
Tão logo os momentos passaram, eu lhe disse o que ia fazer.
Ia pedir ao Sol pra iluminar todo o nosso caminho.
Às estrelas, enfeitar este nosso tortuoso destino.
Sabemos que temos marca um no outro e para ambos, não somos mais um.
E de toda essa maluquisse, assim é o nosso amor, noite e dia.
Lhe prometi subir nas nuvens e desenhar os teus mais belos sorrisos.
Enquanto desenhava, no azul celeste, via seus olhos brilhando.
Então o tempo fechou e você sumiu sem dizer porque.
A saudade me avisou que não dava pra ficar sem você.
Senti sua falta e não nego que chorei.
A loucura fica apenas no tocar que você mesma sabe.
E naquele simples olhar, lá estava você de novo a me enfeitiçar.
O tempo fechado não inibia de que fizesse meu mundo girar.
E em um último show, dele mesmo, você viu o Céu.
Exageradamente carregado e com uma possibilidade ínfima de abrir.
Sabemos o quanto nos fazemos bem mesmo sem saber porque, como ou o que é que tem.
Por obra do destino, um recado nós se pusemos a ler.
O Céu deu uma limpada, estrelas começaram a reluzir lá no alto.
Era mais do que um recado.
Uma Lua apareceu trazendo um pequeno brilho de felicidade.
Em claro e bom som, veio nos dizer que pertencemos um ao outro.
A mim e por mim, seja de dia, de tarde, de noite ou de madrugada, ficar eternamente ao lado seu.
Novamente a música foi quem contou a história.
E deste nobre poeta à você, apenas um dizer.
"Oi amor, lembra daquele selinho que iniciou o nosso sonho exagerado?
Plantou memórias de um prazer incondicional girando nossos mundos através de recados das estrelas.
E mesmo este abismo que hoje nos separa jamais poderá impedir que nasça do Mar ao Céu, um arco-íris benzendo este nosso amor de índio."

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