"Era uma noite de céu nublado.
Num campinho de terra, um véu abastado.
Neblina que à hora impedia a vista.
Até dar conta que não sabia onde estava, sem nenhuma pista.
Um tufão então passou, e ali pude ver.
Um sonho marrom, de terra molhada pelo anoitecer.
Ainda não conseguia distinguir.
Qual o verdadeiro propósito de eu estar ali?
Um conhecido passa e então me leva embora.
E com o caminhar, uma proximidade que destrona.
Aquele cabelo loiro novamente me prende sem eu querer.
Reconheci de muito longe sem nem ao menos entender.
Encucado, te pego em meus braços querendo saber porque.
Que passado marca este rosto que eu não consigo compreender?
Suas amigas me olham de lado.
E lá eu estava, um bobo encabulado vendo você num vestido avermelhado.
Admirando os fios amarelados, a boca vermelha, do rosto risonho e do beijo molhado.
Em não mais que um sonho, nós curtíamos embriagados.
Você me disse seu nome, eu te chamei por outro e você apenas sorriu.
Peguei seu telefone, anotei seu número e então a casa caiu.
Acordo insosso, ainda tentando compreender.
Lembrando de um outro sonho sem nem entender o porque.
Restando perguntar novamente, porque eu? Quem é você?"
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