"É, chegou o seu dia né?
Sinto-me lisonjeado em falar do senhor.
De estilo imponente, sorridente e sem frescor.
De sabedoria descomunal e uma altivez que pouco se vê hoje em dia.
E com tanta coisa em comum que fica até difícil escrever.
A calma, a parcimônia, a paciência que ambos temos.
As decisões, posições e opiniões que compartilhamos.
Coisas que se formaram sem força, sem nenhum tipo de conluio.
E das suas muitas manias, com elas se fizeram os dias.
Jantar todos juntos a mesa.
Para logo após resenhar com maestria.
Daí vem a sexta, e no lanche muitas histórias.
Aos fins de semana, reunião com todos no almoço.
E não há como esquecer do especial de domingo.
Como um ritual, bastou dar o horário para ver o jogo do Flamengo na sala.
Semana que termina e tudo se repete novamente.
Sem que sentimos, sem que reparemos, tudo seguindo e repetindo em seu ritmo.
De tantas outras, hoje damos risadas.
As suas particularidades, algumas como resquício do meu avô.
Como pedir para que pegue o que está do seu lado.
Como pedir para que trabalhe quem está parado.
Como pedir para que o barulho se faça baixo.
Talvez, tenha falado pouco para o grande homem que é você.
Mas há ainda algumas coisas pra dizer.
É uma honra enorme tê-lo como Pai, tutor e ídolo.
Parabéns Pai, por tudo o que representa e apresenta a todos nós.
Um grande abraço, um grande beijo e eu te amo."
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