"Existem coisas que você só acredita, vendo.
Porém outras, apenas vivendo.
São coincidências demais que permeiam a minha mente.
E ontem, mais uma vez não foi diferente.
Uma chance me foi dada com intuito de te ver.
Tão quanto um vento uivante, rapidamente você sabia o que eu ia responder.
Mas os Deuses queriam me testar para o que estava por vir.
E dos céus, nasceram torrentes tentando me fazer desistir.
Eles sabem e sei que sabem que pelo que sinto, nada me faria voltar atrás.
Rumei pelas águas, como um louco, indo em direção àquela que me satisfaz.
Eu tinha uma idéia mas a mesma se tornava distante.
O tempo ia passando e com ele a escuridão berrante.
Eis que o destino novamente se dispõe a minha frente.
O selo que eu queria eu avistei, estava ali entre as correntes.
Ofegante pela corrida logo procurei o vendedor.
Então o mesmo surge, o destino sorri e eu o abraço sem pudor.
A loja é da família e logo caímos em risadas.
Negociei o adereço e então parti em disparada.
Os Deuses acompanham a distância e me concedem o seu passe.
A chuva cessa e você me pega antes que eu a avistasse.
Dali então, só felicidade.
O beijo, o abraço, seu sorriso criando laços de uma identidade.
Um pedido a se pensar logo quando sabia que não seria correspondido.
Lhe entendo o que passa e que não deseja estar de novo a perigo.
Nos distraímos com o que você realmente se propos a fazer.
É o alecrim, é o orégano e o manjericão arrancando sorrisos de você.
Uma ligação te põe em xeque por alguns segundos.
Era como um maremoto urgindo dos oceanos mais profundos.
Voltando ao local de partida, a despedida nos propicia mais momentos de prazer.
Querendo tudo novo, mais beijos, mais abraços e um laço do poder.
Em um e para cada um, o pedido que se tornou uma marca do saber.
'Tens o meu coração, tens o meu amor e tenha a certeza que eu pertenço a você.'"
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