segunda-feira, 30 de abril de 2012

Loucos também choram.

"Loucos.
Assim são chamados aqueles que optam por buscar o impossível.
São tidos como os extremistas.
Por obra do destino, minha loucura é amorosa.
Certa vez, o mesmo destino me deu uma chance.
Na verdade, três chances.
Das três, eu evitei me expor à sombra de um maluco.
Magoado sempre estive após o refugar desta forma.
Desde então, prometi a mim mesmo que me deixaria ser tomado pela loucura.
Envolto pela insanidade, o destino me trouxe o caminho mais uma vez.
A maior paixão da minha vida estaria diante de mim por um único e breve momento.
Loucos não pensam, agem!
Como marca do instino, não titubeei e rumei ao ocaso.
Dias, noites, Sóis e Luas.
Eis que uma tarde chuvosa se apodera dos Céus.
Não temendo nada nem ninguém, avanço pelas águas a fio.
Chego ao local sem nem pensar em consequencias.
Ando rápido, corro e já nem sei mais o que fazer.
Uma idéia me acomete e logo parto pelo frio.
Subo o elevador e lá a vejo solene assistindo a um vídeo.
Estou trêmulo e logo penso em uma opção.
Chamo um rapaz, que ocupado me diz que logo vai voltar.
Você me vê e meu mundo se transforma.
Nada como antes, nada como planejado.
Se a idéia era te ver, meu corpo queria o nosso grudado.
Não pelo frio mas pela idéia de te querer.
Te ver sem te querer, era impossível.
E loucos não conhecem a impossibilidade.
Até a despedida.
Sou tomado pela angustia, medo e desespero.
Continuo trêmulo caminhando sem jeito.
A sanidade volta e o que eu mais quero é deitar.
Com vontade de esquecer o que fiz, o que farei e jamais levantar.
As desculpas, eu falei e do alto, sem perdão, os instantes não demoram.
É a chuva que vem dos Céus indicando que os loucos também choram."

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