Era fim de semana.
Mas não era um dia qualquer.
Era noite de samba, na Lapa dos bambas, de muita cerveja e mé.
Cruzamos os arcos, todos molhados, garoa que vinha do Céu.
Adentramos ao Paiol com toda a familia a curtir o samba do chapéu.
Ali tinha história, capoeira, jongo e o batuque da linha Nagô.
E o repique, o tantan, o cavaco e o pandeiro do grupo Galocantô.
Vara de família, Luiz Melodia, Martinho e cantando outros mais.
Fez-se então a magia, a noite virou dia, na dança da moça e o rapaz.
Eis que o Céu se encantou.
De tanto sorrir, chorou.
Bramou de encanto ao ver.
Havia um fuzuê.
Éramos nós, nós dois, eu e você.
Todo um cortejo a nosso bel-prazer.
Fez-se o giro, o pulo, o tato, um belo casal a bailar.
Com você o infinito, momento bonito, tão lindo quanto Céu e Mar.
Éramos nós, nós dois, eu e você.
Uma noite de samba a nunca se esquecer.
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