"Primeiro dia e ouvi discursos de partidos sem nem chegar perto.
Neguei minha participação por não concordar.
Sim, este movimento deveria ser apartidário já que partidos hoje não representam os interesses do povo senão seus próprios.
Na segunda, receoso da volta deles, ouvi dizer que não estavam mais lá.
Haviam sido repreendidos pelos próprios manifestantes.
Gostei, concordei e assim, marquei.
E naquela quinta, 20 de junho de 2013, vivenciei.
Dezenas, centenas, milhares e porque não milhões?
Vi interesses diversos, pelos mais variados motivos e assim mesmo, um único objetivo comum.
Mudar.
Mudar a forma de fazer, de pensar e de agir.
Não se queria a destituição de ninguém.
Queriam apenas que os anseios daquela massa fossem ouvidos perante a surdez política atual.
Assim caminhavam, pacificamente, todos aqueles desejos.
Até que, posteriormente, no meio de uma massa de milhões, unidades se portaram de modo hostil.
Já dizia o ditado que basta uma fruta podre para estragar todo um cesto.
Correria, bombas de efeito ao longe, bombas de gás tão perto e o ensurdecedor barulho de tiros.
Sem discernir ou mesmo pensar, uma ordem havia sido dada.
Atirar, atirar e atirar com o intuito de dispersar.
Pareceu apenas uma tentativa de separar frutas boas das estragadas.
Frustradas, as boas se estragavam ao ver tamanha covardia e crueldade.
E logo então, estava instalado um pequeno 'bairro de sítio'.
Não se podia mais caminhar pelas ruas livremente.
Vândalos, de ambos os lados, se enfrentavam.
Numa conversa com um policial, o apoio à causa e o desgosto por aquelas manchas à marcha.
Por fim, pensar com clareza.
Estamos certos que há um querer em mudar.
Estamos certos que os políticos não representam a grande maioria da população, tampouco a respeitam.
Nosso povo tem, por história, memória curta.
E não, o tal gigante não acordou.
Dorme e devaneia-se com este belo e suntuoso movimento.
Vejamos se no dia 5 de outubro de 2014, ele se lembrará disso tudo quando precisar acordar."

Nenhum comentário:
Postar um comentário