"Seria um dia comum se a princesa não estivesse ali.
Seria um dia comum se o príncipe ousasse desistir.
Antes, fintaram mais uma vez as velhas amizades que carregam.
Numa tarde, um encontro aos olhos de muitos.
No ocaso seguinte, apenas aos seus olhos que se entregam.
Sob a benção de Céu e Mar, repetiram o encontro de outra vez.
Era quarta de cinzas, onde as cinzas mesmo se dissiparam na altivez.
Como se subisse pelo Mar instantes antes, lá estava você.
Inteira de azul, da ponta do pé até a cabeça fazendo em mim um fuzuê.
Guardava no sorriso turquesa, a surpresa do presente.
Tanto tentei, tanto criei e não consegui com o Céu à minha frente.
Você saiu e então eu logo desacreditei.
Num súbito momento, você voltou, me pegou e tocou nossos lábios de uma só vez.
Disse a mim, sinceras palavras de todo aquele porque.
O tanto querer necessitando de um jeitinho para acontecer.
Então assim ficamos até perto do entardecer.
Eu não vi mas você me disse que eu devia estar lá para ver.
Em meio a nuvens, o pôr do Sol mais lindo que presenciara.
Já de volta aos Céus, o príncipe apenas se deleitava.
E assim na surdina, a realeza das forças mais uma vez se encontrava.
Sem que ninguém soubesse, sob olhos do Destino, este apenas se deliciava.
Escrevendo toda a vez, a mesma história que para sempre será contada."
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