quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dia da Saudade.

"Então você se foi.
Difícil dizer algo.
Hoje faz 1 ano que tudo isso aconteceu.
E continua doloroso tentar saber o que dizer.
Daí, corre na cabeça, pequenos momentos.
Independente do que pense, uma escorregada e já imagino o que não fiz.
Ou então deixei de fazer.
Meus olhos marejam no exato instante que releio as frases acima.
É necessário aprender.
Mesmo na distância, seu ímpeto se fazia forte sobre muitos.
Mesmo sem poder andar, caminhou sobre espinhos diversas vezes.
Lembro como se fosse hoje os parabéns pelo meu trabalho.
As congratulações por ajudar minha mãe no período pós-operatório quando o que mais ouvi foram críticas.
Nossas conversas nunca foram muito longas diga-se.
Talvez fôssemos sábios o suficientes pois em poucas palavras, ríamos um do outro ao telefone.
Mas rememoro que num Natal, a senhora disse à minha mãe que gostou de conversar comigo.
Poderia não ser nada, mas todo elogio é nobre.
Eu não esqueço nada do que dizem a mim.
Suas palavras, vó, guardarei tin-tin por tin-tin.
Inclusive as que soou no sonho que eu sonhei.
Me dói certas vezes, ver minha mãe chorar sem eu nada poder fazer.
E eu digo que você se foi, se tornando uma estrela de proteção para ela rezar.
E um dia, no meu Céu, você vai brilhar e eu vou te achar.
Vou dizer para ela, em qual delas você está.
E aí vó, se prepara, pois conhece sua filha e como ela gosta de falar.
Por aqui eu fico sem deixar de agradecer.
Conselhos, broncas e o 'não deixar nada por fazer'.
Fique com Deus querida avó, e que os Céus continuem cuidando de você."

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