sábado, 18 de fevereiro de 2012

A volta de um chocólatra.

"É óbvio muito óbvio que iria escrever sobre você.
Já estou a meses, semanas, esperando para te ver.
Corri atrás sem saber o que fazer.
Talvez de dia, talvez de noite, só esperando um parecer.
Às vezes aceita depois entretanto é só desdém.
E assim vejo que estou no meio de um vai e vem.
Saudade imensa essa que me corrói tanto assim.
É difícil te querer e não te ter perto de mim.
Fecho os olhos e me dirijo aonde você está.
Mas logo vejo que não está no seu lugar.
Pairo horas esperando seu olhar.
Passam-se dias, espero sóbrio, sem nem mesmo uma estrela a brilhar.
Não desisto e recebo um presente de você.
Era um convite à moda antiga e aceitei sem me conter.
O passado volta à tona quando vejo a possibilidade.
Tão doce, tão viciante quanto a sensação de um chocolate.
São diversas opções mas uma está brilhando na bandeja.
Tão lindo e tão apresentável era aquele bombom de cereja.
Levei-os a quem realmente o conhece.
O verdadeiro bombom, ao vivo e a cores, e que em muito se parecem.
Foi pouco tempo mas inicialmente o suficiente para mim.
Ganhei presente todavia só te ver valeu enfim.
Chegando em casa, percebo algo e dou risada só de pensar.
Que nos reencontramos quando se comemora o Dia dos Namorados em todo lugar.
Passei dias e noites pensando em outra ocasião.
Eis que durante o trabalho eu vejo uma brecha, eu vejo um vão.
Fora do tempo, atrasado e me apresso até chegar.
Ao seu encontro, doido pelo seu olhar.
Passo na frente, fico de olho e penso quase em invadir.
Mas respeito, é seu lugar e logo sairíamos dali.
Mais instantes, e então a tenho debaixo das minhas asas.
Foi divertido e prazeroso, estar no seu ônibus e te levar até em casa.
É dia seguinte e cá estou eu tentando escrever.
Palavras são poucas pra expressar o quanto eu amo você.
Talvez ele seja tão grande mas tão grande que fica dificil de imaginar.
Tenha apenas certeza que o tamanho é suficiente, tem seu nome e seu lugar.
É um terreno ardil e não há muito o que falar.
Resta apenas lutar, lutar e lutar.
Não nego a luta e nem mesmo um passo atrás.
É hora de saber que ficar longe de ti, nunca mais.
Entendo o seu medo e o seu porque.
Deixei o vento bater e dizer como aprender.
Que de vícios em vícios estamos sempre correndo atrás.
Chocólotra ontem, chocólotra sempre, e eu querendo mais e muito mais."

Nenhum comentário:

Postar um comentário