domingo, 29 de maio de 2011

Aos olhos do vulcão.

"Muitos dias.
Muitos e muitos dias haviam passado desde o último encontro.
Este não havia sido dos melhores.
Um pequeno entrevero depois de diversas aventuras.
Com este, mantive distância e vi o quanto este fogo me faz falta.
Dia após dia voltava a manter contato.
A saudade ardia de forma que era necessário um contato um pouco maior.
Diante da atualidade, eu a vejo em forma de chamas.
Porém, rapidamente passa sem ao menos contaminar-me.
Mas o dia seguinte já estava marcado como reencontro.
Um atraso usual.
Um olhar de reprovação.
Um toque mais íntimo.
O fogo reacende baixinho.
Conversas e mais conversas.
Pedidos são feitos e passos são dados.
Descobre-se que temos pouco tempo, cerca de dez minutos.
Sua chama não pode queimar durante todo o dia.
Há um período que é necessário cessar o fogo.
Então, corremos.
E enfim achamos um ponto.
Estratégico por sinal.
Novamente em brasas, suas chamas ardem sobre mim.
Fico trêmulo.
Não sei o que fazer e me deixo levar por você.
Você rapidamente decreta o fim.
O período de fogo apagado se inicia.
Mais conversas, risos e bobeiras.
Uma despedida, um cheiro ardente pela pele inteira.
E este cheiro da fumaça continua no meu pulmão.
Fumaça de um breve fogo, fogo baixo sob os olhos de um vulcão."

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