domingo, 21 de novembro de 2010

Fim.

"Tudo que começa tem um fim.
Porém, todo fim guarda seu ponto de recomeço.
Agora, o fim é um fato.
Nunca pensei em deixar os textos de lado, mas o tempo mostra suas garras.
Aqui, em palavras, pude expressar todo e qualquer tipo de pensamento.
Sentimentos que foram além de mim.
Momentos que, enfim, pude eternizar cada segundo.
Escrevi olhares.
Redigi palavras de amor.
Chorei frases que antes, eram ditas apenas a mim, embaixo do chuveiro.
Proferi estrofes para as pessoas certas.
Documentei sorrisos que me cativaram.
Eternizei instantes.
Ralhei pensamentos, e mesmo que de forma branda, demonstram a minha posição.
Apesar de tudo, falei verdades.
Seja na faculdade, seja na rua, seja por trás de um vidro, seja numa boate.
Independente de quem, por que, onde ou quando, logo que senti algo e achei necessário, escrevi.
Não há arrependimentos.
Já que não há problemas com verdades.
Elas são palavras que nasceram para serem ditas e não maculadas.
E é impossível alguém sentir mentiras.
Apesar de tudo, há de certa forma, receio.
Receio de que a palavra perca sua força natural.
E se torne extremamente banal.
De que por qualquer ínfimo momento, hajam 200 linhas a se escrever.
De fato, um ínfimo momento pode sim virar um texto quiçá um livro.
Todavia, como dito no início, o tempo virou.
Os ventos mudaram.
Antes, as horas eram muitas.
Hoje, os minutos são poucos.
O trabalho tem sugado bastante do meu tempo.
Os últimos meses foram duros.
Tem sido dificil abnegar das palavras que desde uns tempos são a minha voz para mim mesmo.
Ainda nesse último mês, uns breves suspiros tentaram me reanimar.
Um olhar aqui, outro acolá e eu enfim já tinha por onde recomeçar.
Mas o destino não quis que a fantasia pudesse me dominar.
Não sei.
O tempo ali, já mostrava o fim.
Ainda tem resquícios de muita coisa em minha mente.
Quem sabe depois, haja algo para expor por aqui.
Entretanto, refleti e percebi que havia apenas uma verdade a ser dita nesses últimos momentos.
Não obstante, ainda engasgava-me com a indesejada resposta.
Achei que antes de parar, devia escreve-la.
Ela foi escrita.
E o melhor de tudo, lida.
Agora, já não há mais nada a se dizer.
Talvez seja precipitado, ou até impensado.
Todavia, nesse mar de dúvidas é melhor não morrer na praia.
Não agora, não por hora.
O que me resta são apenas algumas coisas a se dizer.
Adeus ou quem sabe, até breve."

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