sexta-feira, 4 de junho de 2010

Verdades, minhas verdades.

"Dizem, que as verdades doem mas saram rápidas.
É fato que, algumas vezes, não estamos prontos para a verdade.
Mas mentir, significa adiar o sofrimento inadiável.
E à medida que a mentira toma corpo, há de se ter medo dela.
Um estrago 'mentiroso' causa uma dor ainda maior e, porventura, a não possibilidade de cura.
De tudo e um todo, um machucado.
Mesmo mentiras ou verdades, tudo pode machucar.
Tudo pode enfim, quebrar um encanto.
Sejam verdades ou mentiras.
Assim como estas mesmas, podem desencantar.
E então, caimos nesse complexo relativo.
Dessas duas palavras contraditórias, surge uma que se opõe a ambas.
Omissão.
Omitir não é mentir, nem dizer a verdade.
Você pode omitir tanto uma, quanto outra.
Pode passar a idéia de se esconder, quando apenas tenta se proteger.
Por se esconder, evita o ressentimento.
Por se proteger, pode tanto avivar algo como se auto-machucar.
A omissão carrega o fardo das duas.
Sempre cri em dizer a verdade.
Sempre cri que se a verdade machuca, talvez eu me omita.
Sempre cri que omitir não é mentir, mas a omissão é o meu limite.
Sempre cri e farei, que a partir da verdade pedida, a minha verdade será assumida.
Complexos meus.
Realidades minhas.
As minhas verdades não serão mais nem menos justas que a sua.
Nem mais nem menos verdadeiras.
Serão apenas minhas verdades.
Se machucam, peço perdão.
Se estavam escondidas, é porque tentei proteger algo."

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