domingo, 25 de abril de 2010

Salve Jorge!

É madrugada.
Como sempre, me atrasei a escrever esse texto.
Com esses quesitos, estaria convencido de que eu não serviria para um soldado.
Mas com Ele, é diferente.
Ajuda e acredita em qualquer que seja.
Luta e batalha por qualquer causa.
Desde que nobre pela parte do interventor.
Meu primeiro contato se fez há 9 anos.
Via aquela imagem e pregava um respeito imenso por ela desde já.
Um guerreiro com sua espada e ao estar sobre seu cavalo era mais do que um sinal do seu poderio.
Ao tocá-la, uma sensação de segurança.
Muitas das coisas vem acontecendo e muito agradeço a Ele.
A proteção de sempre, as ajudas.
Tudo.
Mas necessitava de um algo mais.
Meu querido pai, me convidou para enfim, assistir a sua missa.
E novamente, numa madrugada.
A rua onde se passa até chegar até o exato ponto está lotada.
Depois de algum tempo, chego enfim a porta daquela igreja.
Eu caminhei por aquelas escadas, sem saber o que encontrar, sem saber o que fazer.
Uma multidão no entorno daquele lugar demonstra todo seu respeito.
Entrei na igreja.
Não, não é uma igreja.
É mais do que uma 'simples' igreja.
Ali, senti energias diferentes.
Energias das quais nunca havia sentido.
É muito forte tudo aquilo.
Se já o admirava, passei a admirar ainda mais, tamanha força que sentia passar por mim.
Desci.
Rumando à porta da igreja, já se percebe que o todo de antes havia se multiplicado, triplicado.
E a sua data, 23 de abril, serve para mostrar essa corrente.
É como se estivéssemos diante de um salvador.
E diante daquele córrego asfaltado, aquela via expressa se tornava um mar de gente.
Ouvem-se as cornetas.
O silêncio ecoa por toda aquela rua.
Nenhuma alma se dispõe a interceder o canto das cornetas.
Junto delas, as explosões como se fossem tiros de canhão.
21 para ser mais exato.
É chegado o fim do início.
Com isso, começa-se a uma derradeira sessão de fogos.
Aos gritos de "Salve Jorge!" que urgem na multidão, uma emoção que não consigo expressar em palavras o que provinha disso tudo.
A missa se inicia e novamente os barulhos são cessados.
As palavras do padre, soam como conselhos de alguém que já lutou.
Das suas palavras, as palmas eram como uma aprovação a um líder.
É impressionante.
E novamente, sou, talvez, almejado por aquelas forças antes descritas ao adentrar a igreja.
Disperso-me na multidão.
Tento, em vão, encontrar respostas.
A missa continua e lá estou eu, rodeado dessas forças.
Meus pedidos são feitos e as lágrimas caem.
Estou aqui procurando palavras, mas o que eu senti na hora não tem descrição.
A missa termina.
Parecia ter sido preparado para a guerra por aquelas forças.
Com o corpo protegido e a alma intacta, permaneci ermo durante alguns minutos sobre tudo aquilo.
De fora você não acredita.
De dentro é que você sente toda a juventude, a força e a coragem d'Ele.
O tempo passou e novamente no mesmo 23 de abril lá estava eu.
Peço desculpas por qualquer eventualidade fora do normal.
Hoje peço proteção, saúde e paz para todos aqueles que me cercam.
E por fim, apenas a costumeira saudação.
'Salve Jorge!'

Um comentário:

  1. cara acho que hoje eu to muito sei la, pois só de ler esse texto nem ler por completo mas uma parte ou um pedaço esta me fazendo lacrimejar .-.

    ResponderExcluir