É madrugada.
Como sempre, me atrasei a escrever esse texto.
Com esses quesitos, estaria convencido de que eu não serviria para um soldado.
Mas com Ele, é diferente.
Ajuda e acredita em qualquer que seja.
Luta e batalha por qualquer causa.
Desde que nobre pela parte do interventor.
Meu primeiro contato se fez há 9 anos.
Via aquela imagem e pregava um respeito imenso por ela desde já.
Um guerreiro com sua espada e ao estar sobre seu cavalo era mais do que um sinal do seu poderio.
Ao tocá-la, uma sensação de segurança.
Muitas das coisas vem acontecendo e muito agradeço a Ele.
A proteção de sempre, as ajudas.
Tudo.
Mas necessitava de um algo mais.
Meu querido pai, me convidou para enfim, assistir a sua missa.
E novamente, numa madrugada.
A rua onde se passa até chegar até o exato ponto está lotada.
Depois de algum tempo, chego enfim a porta daquela igreja.
Eu caminhei por aquelas escadas, sem saber o que encontrar, sem saber o que fazer.
Uma multidão no entorno daquele lugar demonstra todo seu respeito.
Entrei na igreja.
Não, não é uma igreja.
É mais do que uma 'simples' igreja.
Ali, senti energias diferentes.
Energias das quais nunca havia sentido.
É muito forte tudo aquilo.
Se já o admirava, passei a admirar ainda mais, tamanha força que sentia passar por mim.
Desci.
Rumando à porta da igreja, já se percebe que o todo de antes havia se multiplicado, triplicado.
E a sua data, 23 de abril, serve para mostrar essa corrente.
É como se estivéssemos diante de um salvador.
E diante daquele córrego asfaltado, aquela via expressa se tornava um mar de gente.
Ouvem-se as cornetas.
O silêncio ecoa por toda aquela rua.
Nenhuma alma se dispõe a interceder o canto das cornetas.
Junto delas, as explosões como se fossem tiros de canhão.
21 para ser mais exato.
É chegado o fim do início.
Com isso, começa-se a uma derradeira sessão de fogos.
Aos gritos de "Salve Jorge!" que urgem na multidão, uma emoção que não consigo expressar em palavras o que provinha disso tudo.
A missa se inicia e novamente os barulhos são cessados.
As palavras do padre, soam como conselhos de alguém que já lutou.
Das suas palavras, as palmas eram como uma aprovação a um líder.
É impressionante.
E novamente, sou, talvez, almejado por aquelas forças antes descritas ao adentrar a igreja.
Disperso-me na multidão.
Tento, em vão, encontrar respostas.
A missa continua e lá estou eu, rodeado dessas forças.
Meus pedidos são feitos e as lágrimas caem.
Estou aqui procurando palavras, mas o que eu senti na hora não tem descrição.
A missa termina.
Parecia ter sido preparado para a guerra por aquelas forças.
Com o corpo protegido e a alma intacta, permaneci ermo durante alguns minutos sobre tudo aquilo.
De fora você não acredita.
De dentro é que você sente toda a juventude, a força e a coragem d'Ele.
O tempo passou e novamente no mesmo 23 de abril lá estava eu.
Peço desculpas por qualquer eventualidade fora do normal.
Hoje peço proteção, saúde e paz para todos aqueles que me cercam.
E por fim, apenas a costumeira saudação.
'Salve Jorge!'
cara acho que hoje eu to muito sei la, pois só de ler esse texto nem ler por completo mas uma parte ou um pedaço esta me fazendo lacrimejar .-.
ResponderExcluir