quarta-feira, 10 de março de 2010

Parte da minha história.

Então, parei pra pensar.
Nas palavras de um amor meu, pensar é um problema.
Mas pensando, recaí-me nas profundezas das imagens passadas, nas músicas já ouvidas, em letras escritas e olhares entrelaçados.
Afinal, tudo foi tudo quando o todo se tornou nada.
De novidades em novidades, era o reinício da minha vida estudantil.
Cálculos, computadores e lógicas para alavancar os meus pensamentos.
Mas diante destes tórridos e chatos fatos didáticos, uma donzela foi servida à consciência.
Consciência fraca e quebrada que sob aqueles olhos, imaginou o céu azul e brilhante.
Sonhei de olhos abertos sem saber que eles, cerrados, já previam tempestade.
Porém, já diziam os antigos que após a tempestade, vem a bonança.
Há de se convir, que mesmo durante a estadia na terra de Peter Pan, algo de proveitoso foi captado de lá para o 'projeto anual'.
A volta do convívio com letras, frases, versos e poemas.
A reedição de um livro que demora mais do que se imagina e que vai sair do jeito que achar necessário que seja.
Na calmaria de uma noite de luar, a pressa é para aqueles que querem dormir e não para aqueles que querem apreciar.
Contudo, o tempo não para.
E graças a Deus ele não para.
Se parasse, não veria as belezas que meu anjo da guarda havia me reservado.
Posso dizer que o tempo havia parado sim quando, novamente, o meu livro caminhava ladeira abaixo.
Faltava algo, faltava vontade, faltavam letras, faltavam idéias.
E numa troca de "olhares", uma magia foi jogada sobre mim.
Fui enfeitiçado por uma bruxa.
E sob esse feitiço, o tempo voltou a correr.
Pude enfim retomar o caminho de Ikt, com a agora não menos importante Allice, e Sali.
Essa bruxa, permanece até hoje voando com sua vassoura.
Esbanjando a mesma simpatia de sempre e a mesma alegria para a minha felicidade.
E assim, eu continuava a caminhar com o tempo me empurrando para frente.
Sentia falta de algo.
Um fogo, uma brasa, por mínima que fosse, apenas para esquentar e derreter o gelo que circundava minha mente.
E na inocência, um brilho.
No sorriso, um rosto.
Nos olhos, a certeza.
A chama brilhava novamente.
Aqueles olhos não eram como os de antes que brilhavam sob a luz da lua mas ao lembra-los, pareciam vazios diante da luz do sol.
Estes olhos não.
Eles reluziam como a luz do sol e permaneciam suntuosos e intactos sobre o luar.
Nos sorrisos, encontrava motivos para sorrir, mesmo sem saber ao certo, do que se tratava ou se seria tachado de maluco.
E aquele brilho inocente me prendia.
Me deixava boquiaberto e sem palavras.
O fogo que antes era brando, agora queimava por debaixo da minha pele.
2 dias. Inesquecíveis 2 dias.
2 dias que pareciam décadas, séculos, milênios.
Na eternidade que eu alcançei naquele momento, eu pedia ao tempo que continuasse parado ali.
E o inexplicável nisso tudo, foi nenhuma troca de palavras e sinais.
Apenas sorrisos e olhares que desencadearam tudo isso de um modo jamais esperado.
O tempo não parou naquele eterno momento, mas passou para que pudesse, finalmente, trocar algo que faltou. Palavras.
E uma água fria caiu, não esfriando por completo, mas abrandando o fogaréu que havia se tornado.
Posso dizer que a chama não queima bravamente como antes, mas permanece inalterado o gás do primeiro olhar.
E chegamos ao corre-corre de final de ano.
Tira daqui, põe ali, compra aqui, vende acolá.
E mais um ano que termina.
Expectativas vão ser criadas.
Os resultados serão postos à nossa frente.
E daí, os cálculos deverão ser realizados.
Para que atitudes sejam tomadas.
Textos, magias e olhares ficarão marcados em mim para sempre.
Afinal, da boca sai o que o cérebro pensa, e dos olhos o que o coração diz.
Enfim, pensei demais o que é um problema.
É ou não é?

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