quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pobre garoto.

"Estranho e complicado.
Poderia dizer complexo e relativo.
Como dizer não?
Não é costume dele negar as coisas.
Não é costume dele recusar ajudas.
E se seu coração lhe pede uma situação, o que deveria fazer?
Se não diz não aos outros, o que dirá para o seu coração?
Mesmo com propabilidade pequena e escassa, é uma coisa que não consegue recusar.
Pobre garoto né?
A facilidade com que aceita tais situações, sem temeridade no fim, levam a crer em um problema mais à frente.
Mas como se abster de uma coisa que ele sente dele?
Imaginar que aquilo, mesmo dizendo não, está a um passo do sim.
Pensou que quando estava perto de ter nas mãos, voou sem ter razão.
É, voou.
Mesmo após voar para longe, ainda sente ali.
Ele sente, ele vê e ele ouve.
Mas ao sentir, ver e ouvir, percebe que a realidade está distorcida.
Tem a sensação de que tudo não está certo.
Ele tem que mudar, ele necessita mudar.
Mas ninguém o pediu para mudar.
Ninguém o pede para mudar.
E ele não consegue dizer não a essa situação.
Pobre garoto né?"

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