"Como pode?
Como acreditar nisso?
Era algo diferente.
Não houve contato físico.
Não chegamos sequer a esbarrar um no outro.
Porém havia algo que nos unia.
Quando a olhava e havia reciprocidade, eu percebia algo diferente.
Seu olhar puro e suave me remete a uns tempos que fugiram de mim.
Era como se a felicidade estivesse ali na minha frente, bem pertinho.
E o que me intriga é essa conexão toda sem nenhum contato aparente.
A cada olhar seu, um disparato de emoções permeavam dentro de mim.
Eu queria saber quem era, qual era o nome, com quem andas, o que fazia ...
Eu pressentia que ali estava, talvez o meu futuro, mas com certeza o presente.
Presente que eu tanto esperei que chegasse.
Presente esse que se só com o olhar trouxe uma alegria imensa e uma felicidade plena, imagine mais.
Era tudo diferente.
Uma felicidade que para mim parecia obstante demais.
Uma sensação que há muito não sentia.
Não sei.
Essa confusão, mesmo que boa, me traz à tona apenas uma certeza.
Uma certeza um tanto quanto estranha, mas absoluta.
Após essa felicidade divina, a certeza que suscita uma paixão à primeira vista."
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